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Postagens

Adivinhe o desenho

Hoje teve reunião da sala do Davi. Tudo muito lindo, presencial, professoras, mães e pais felizes. Ok. Logo no início, notei vários desenhos na parede e fui conferir de perto. Achei um que provavelmente seria o do Davi, mas voltei para a carteira e me sentei. Eis que os desenhos faziam parte de uma dinâmica, os pais tinham que adivinhar qual era o desenho do seu filho (sem saber quem desenhou o que). Rá. Fui direto no que observei antes, tirei da parede e… acertei na mosca. Por que acertei com tanta facilidade? Tirem suas próprias conclusões:

Ser mãe é…

1)Ter que aturar um maldito DVD de música que seu filho ganhou e adora. 2)Dar graças aos céus quando ele, aparentemente, se esquece da existência do negócio. 3)Disfarçadamente esconder o DVD dentro de uma caixa aleatória, com a certeza de que ele nunca irá encontrá-lo. 4)Ser feliz por dois dias! 5)Ouvir uma exclamação de susto, correr para conferir do que se trata e encontrar seu filho com a bendita caixa aberta, segurando o DVD e perguntando: “Quem foi que escondeu isso aqui?” 6)Fingir que não é com você, olhar para os lados, fazer cara de paisagem... antes de enfrentar a ferinha: “Não tenho a menor ideia!” 7)Voltar ao número 1 e jurar que, da próxima vez, vai esconder num lugar melhor. Facebook, fevereiro de 2019.

Não tanto

Filosofando: — No dia do brinquedo... que dia foi mesmo? — Sexta. — Isso. No dia do brinquedo, meu irmão saiu. — Dormiu na casa do seu primo. — É. No dia do aniversário de Poços? — Quarta. — Eu esqueço às vezes. Então, ele também saiu. — Na terça, sim, foi no show da Marília Mendonça. — E dormiu no amigo. E hoje... — Vai num churrasco — completo e ele me encara esperando uma explicação. — É normal, Davi, seu irmão é adolescente, vai sair bastante mesmo. Quando você for adolescente também vai. — Não tanto. — Ele pensa um pouco para responder. — Por que não? — Não gosto de sair tanto. Licença para anotar isso aqui e pedir que ele assine embaixo. Vou cobrar. Ahhh, se vou! Só um adendo: aos 6, ele é pior que arroz de festa. Além de não recusar nenhum convite para sair, ainda se convida para ir na casa dos outros. Post de 09/11/2019

Pois não?

Em março de 2017… Sua última mania é brincar de garçom, ele pega um papel e uma canetinha colorida, fica em pé ao nosso lado, se apresenta e anota nosso pedido. Cada dia ele trabalha em um lugar diferente. Agora pouco, era garçom do McDonalds. — Qual é o seu pedido, senhor? — perguntou anotando no papel. — Quero um lanche de peixe — respondeu meu marido. — Uhumm, de peixe. Alguma coisa pra tomar? — Continuou anotando, quase rasgando a folha de tanto passar a canetinha no mesmo lugar. — Não. — E qual você quer, senhora? — ele perguntou para mim. — Eu quero um lanche de frango. — E pro seu filho? — Ele vai querer um lanche de pão com cebola. — Ele gosta de cebola? — perguntou com o olho arregalado. — Adora! — Gosto nada, pô! — Ele me olhou indignado, esquecendo totalmente do papel de garçom.

Tem uns defeitos...

Davi, refletindo no banho: — Mãe, não deve ser fácil ser mãe, né? — Por que? — Fica o tempo inteiro fazendo coisa pro filho. — É, o tempo inteiro. Ele torce os lábios, pensativo, e eu saio para pegar o pijama que ele acabou de pedir por ter esquecido de levar para o banheiro. Quando volto, ele está saindo do boxe, então eu pego a toalha e seco seu cabelo. — Você faz tudo, né, mãe? — Ele me observa. — Faço. — Pego a escova e o penteio. — Só com o Ga que não faz, né? Ele não precisa. — É porque ele cresceu, mas tudo que eu faço com você já fiz com seu irmão. — E faz muito bem. Tocada pela sensibilidade e elogio gratuito, volto até ele para dar um beijo na bochecha. Davi me abraça e suspira. — Obrigada, filho. Sem mais o que fazer no banheiro, começo a sair quando ele: — É, mãe... tem uns defeitos, mas é uma boa mãe. Tava bom demais para ser verdade.😒

Tik Toker

— Mãe, olha a mensagem que eu te mandei. — Agora? — É. Abro o app e leio (veja foto). — Ah, Davi! O que você vai fazer com dinheiro no Tik Tok? — Juntar dinheiro... — Encolhe os ombros, rindo de orelha a orelha. E eu pensando que via esses links só em spams pela net.🙄

Quero esse jogo

Davi, no carro: — Mãe, quando vai sair esse jogo? — Que jogo? — Esse. Olhei para a placa na calçada e, bem… comecei a rir. Claro, depois expliquei que não é um jogo mas o projeto de uma ciclovia. Se você prestar atenção, realmente, parece um jogo. Tipo uma versão do The Sims, sem nenhum imóvel ao redor. Vem aí: A Nova Ciclovia. Postagem original no Facebook, 18/09/2021.

Eu e o Japão

Há alguns anos, uma leitora do Japão comprou Dilacerada em físico, o que me deixou surpresa. Japão! Não conheço niguém que mora lá. Nessa semana, foi computada a venda do e-book do Um Grande Presente no Japão, e dá para imaginar o tamanho do meu sorriso. Todo leitor é especial e faz uma grande diferença, mas autores brasileiros sabem como é árduo disputar com grandes nomes internacionais dentro do nosso mercado literário. Na maioria das vezes somos deixados de lado por aquele best-seller gringo que sequer precisa de divulgação. Por isso cada venda é valiosa... quando é no exterior, qualquer país, bate aquela sensação de reconhecimento, de ter seu trabalho valorizado. Obrigada, leitora do Japão, você fez meu dia mais feliz.

Futuros amores

Davi, na volta da escola: — Mãe, sabe aquilo da gente ficar sabendo coisa que não pode? De ficar ouvindo conversa que não é com a gente? — Sei. — Então, hoje, o Fulaninho escutou as meninas conversando. E você sabe que a XX gosta de mim… faz tempo, né? Que ela gosta. — Sei. — Mas hoje ele ouviu que a YY também gosta de mim. O A e o B também ouviram e confirmaram, é verdade. — Sei, então agora tem duas meninas gostando de você? A XX e a YY. — A XX eu já sabia. Faz tempo. A YY que é novidade. — Entendi. E o que você acha disso, filho? — Interessante. Não para agora, né? Agora não quero nada, não tá na hora… mas no futuro… — O que tem o futuro? — Tipo, elas têm que continuar gostando de mim pro futuro, né? Quando eu puder… *Omiti os nomes do Fulaninho, A, B, XX e YY, mas eles existem🤭

Eu e a bunda

Eu tenho uma longa história com a minha bunda. Obviamente, ela me acompanha desde que nasci, mas vou contar a versão resumida. Venho de uma família com o tradicional corpo brasileiro de quadris avantajados, tanto do lado do meu pai quanto da minha mãe. Demorou para que eu percebesse que herdei a genética, e também não prestei atenção nesse detalhe até por volta dos 12 anos. Era estreita na infância, sem indícios de desenvolvimento arredondado (convenhamos, nessa idade o tamanho da dita cuja não fazia diferença nenhuma). Na pré-adolescência, quando finalmente apareceram as curvas suaves, não percebi que meu traseiro alargava. O importante era escolher o sutiã, oras, começava a ter peitos, um marco na vida das meninas. Era engraçado, acho que enquanto os meninos ficam esperando pelos na axila, as meninas ficam na expectativa da marquinha do sutiã.  E a bunda seguiu negligenciada… até o dia em que, fazendo trilha junto a uma turma, usando um microshort (era É o Tchan!), sem dar a míni...

O primeiro dia

De acordo com o Davi, ontem foi um dos dias mais felizes da vida dele. Por que? Bem, ele levou bronca de manhã de tão ansioso que estava com… a atualização do fortnite. Falava nisso a cada cinco minutos. Peguei acordado às seis da manhã, espiando a internet (mandei dormir de novo). Acordou falando nisso. Seguiu pedindo para jogar em horário fora do combinado. Apelou até para assistir um canal no YouTube exclusivo do jogo. Foi tanta encheção que tive que ficar brava e ameaçar – no melhor estilo pior mãe do mundo: “se ouvir falar nesse assunto mais uma vez, vai ficar sem jogar hoje”. Falei mesmo. E resolveu. No fundo, eu sabia que a causa da ansiedade e euforia não era a novidade no jogo de vídeo game que ele começou a jogar há 2 anos. Tá legal, tem personagens novos, roupas novas, missões novas… até musiquinha nova. Mas nada, nada supera “o evento” do dia 13/09: a volta às aulas presenciais.  Aqui em Poços, o segundo ano do fundamental voltou somente ontem, após um ano e meio s...

FDS

Eu tô me sentindo muito velha. Não faz nem um mês que descobri o que é ser cringe, que sou cringe e que, nessa leva, FDS deixou de significar Fim de Semana e passou a ser F***-se. Agora, ouvindo o Davi jogar com os amigos, me vem o seguinte monólogo (só escuto o que ele fala): — Mandei um F***-se pra ele. — Juro que mandei. Olha o print. — Sei lá, deve ser mais velho. — Deve achar que FDS é fim de semana. 😒😒😒😒😒

Tapas? Ô se levo!

 Davi, apesar do isolamento social, continua conversando com os amigos da escola diariamente, em longas chamadas virtuais após a aula. Hoje, durante uma discussão sobre usar fone e machucar a orelha... — Davi, você já levou um tapa na orelha? — Vem a pergunta do lado de lá. — Eu não. Minha mãe me dá uns tapas, mas não na orelha. Indignada, olho bem para ele. — Até parece, você não leva tapa! — entro na conversa. — Levo sim! — Davi reitera, rindo. O pilantrinha. E o amigo ouvindo tudo.  — Tapa, Davi? — Levo sim. Ô, se levo!  Minha cara fica roxa enquanto ele argumenta com o amigo... pintando uma imagem de mãe dragão. Pelo menos, no fim, teve a decência de acrescentar: — São tapas de brincadeirinha, não é de verdade. Minha mãe nunca foi de bater. Eu fico de castigo.

Ninguém vai com a minha cara

Difícil viver em uma casa onde os homens se unem contra você.  Saí do quarto do meu filho de 13 anos, após ter sido minoria em uma conversa com meu marido e meu filho adolescente. Na sala, vi o Davi quieto no canto do sofá. Cheguei perguntando, com a intenção de ser reconfortada: — Não é, Davi? Você não é meu amigo? Ele olhou bem para meu rosto e respondeu: — Não! — E voltou a assistir o desenho. (Em 17/02/2017)

Sem stress

— Mãe, os skates estão todos jogados no chão — Davi comenta sobre a coleção de skates em miniatura do irmão, que brincou ontem. — Estou vendo. — Não precisa ficar brava. Fica tranquila... relaxa. Respira fundo. Tá bom? — Tá... mas por que preciso ficar tranquila? — Pra ir lá no quarto do meu irmão pegar outro brinquedo pra mim. — E os skates? — Fica tranquila... relaxa. Tá tudo bem. (Em 14/02/2017)

Quem manda aqui!

— Mãe, quem vai limpar esse sofá aqui, quem? — Quem será que fez essa sujeira aí? — Eu não sei. — Ah, não sabe? Não foi você quem deixou cair bolacha no sofá? — Nãaao, eu só deixei cair migalhas. (Post de 10/02/2017)

A imaginação

Davi estava brincando de lego com uma nave. — Mãe eles vão viajar lá pra Terra do Nunca. — Ele chega na cozinha fazendo a nave voar. — Ah, é? — É, e lá eles vão conhecer o Nunca — responde, sério. — O Nunca?  — Sim, e o Peter Pan.  Com isso ele sai com a nave "voando". (Post de 08/02/2017)

Muita informação, filho

Plena segunda pós-Páscoa, Davi mal acessou a aula online e a professora: —  Boa tarde! Com a falta de resposta, vi que o microfone estava desligado e pedi para que ele ligasse. —  Fala boa tarde para sua professora. Davi ligou e, todo solícito: —  Boa tarde! Ontem quase que eu "teve" uma diarreia.

Direto e reto

— Vamos lá no shopping? — perguntou meu marido para o Davi. — Mãe, nós vamos lá no shopping — ele gritou. — Ah, é? Quem vai? — Nós vamos! — respondeu animado. — Eu não fui convidada — reclamei. — Mas não é festa, mãe! (Post de 04/02/2017)